Acho que a única pergunta que neste momento faço a mim mesmo e que tenho feito já há algum tempo é, onde estás?
Vou ser sincero, nunca fomos aquilo que talvez eu pretendia, ou queria, ou gostava que fôssemos, mas eu não queria saber, eras a minha amiga, a minha, minha amiga, gostava de ti por o seres. Éramos amigos, somos, acho! Sempre olhei e olho de forma especial para ti, e gostava mais de ti porque ao saberes não te afastaste, e gostava de ti porque fazias tudo muito mais bonito, tudo muito mais simples, era mais feliz. Fazias-me feliz porque estavas ao pé de mim, ás vezes estavas, mas bastava.
Eras simples, bonita (és), serena, alguém que se aprecia, não eras as perfeição, eras perfeita, não eras daquelas raparigas que mudavam radicalmente por um capricho, eras inteligente e assim sabias ser e sabias o que fazer, seguir, sabias ser independente (assim enganei-me eu).
Agora tenho tentado aceitar o teu novo eu, ou seja, tenho andado a enganar-me. Não aguento mais, não consigo ser alguém que não gosto de ser para ter algo que eu vi nunca acontecer. Sou teimoso porque gosto imensamente de ti, e se ainda tento estar lá para ti é porque me importo contigo, mas está a ficar pior, já não queres saber, sinto-me a ficar para um canto, sinto que não queres saber de mim porque já não sou como tu, pois bem também nunca o serei.
Agora és senhora de ti, eu já não estou lá porque não queres, já não sou como o teu novo grupo de amigos, não fumo, não saio muitas vezes, não me aventuro... Não sei se é assim, mas é o que parece e o que fazes parecer, e penso que é por isso que estás a fazer com que eu desapareça.
Não somos, não seremos o que já fomos, pelo que me estou a aperceber. Eu ficarei bem, acho.
Tenho saudades da antiga, essa era a derradeira era a mil vezes melhor do que a de agora, e não, não está melhor agora do que estavas antes e sou eu que digo isso, eu, aquele que gostou mais de ti do que tu possas imaginar, eu, aquele que numa desistiu de ti, eu, que ainda aqui contínuo feito estúpido, mas ainda aqui estou, e tu deixaste de me ver.
Mas tudo está perdido, por agora, para mim!