terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A moça mais bela*


A tua mocidade afasta-me de ti
Ela é tão delicada e eu sou tão ruim.
O teu saber aproxima-me de ti
Mas a minha ignorância impede-me de atingir um fim.

De beleza encantadora e categórica
Tens como garantido os olhares do mundo,
Mais feliz sou eu que te conheci
E pelos teus olhos verdes vi mais profundo.

Paixão! Não tanto, talvez...
Mas é algo que me inquieta
E faz com que eu não saiba o que fazer.
Mais uma vez fico parado.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O primeiro Eu

De pouca vida é feita
Aquele que quer crescer
Dos tantos ensinamentos que tira
Os mesmos erros há-de cometer.

Para mim tudo é errado
Tudo é diferente
Não consigo perceber as pessoas
Elas não percebem esta gente

O mais difícil para mim,
Sem ás vezes me aperceber
É destingir o bem e o mal
Daquilo que não consigo compreender.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vento vago

Era uma vez Tu
E era uma vez Eu
Tu conheces-te Eu,
E juntos éramos nós

Vagamente havia algo
Mas havia muito vento...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Preocupações que vocês têm mas não deviam de ter, mas compreende-se porque são jovens, no entanto eu também o sou e não as tenho.

   A minha primeira preocupação logo a seguir ao acordar, sem causar dor ao pensamento, é saber se ainda estou a sonhar. Noutras casas mais distantes com jovens também a despertar, as suas primeiras preocupações, depois de durante a noite muito pensar, é saber como logo à noite o dia vai acabar. Que triste vida a deles há-de ser, passar um dia angustiado esperando a lua nascer.
   Já na cozinha sem preocupações a chatear, na televisão ouço as noticias dos mais velhos como se me estivessem a ensinar. Aprender com os erros dos outros é sempre uma boa maneira de se adestrar. Por outras cozinhas as mães já chateadas, os filhos parados no tempo e a televisão continua sem ser olhada (vista). Bem aventurado aquele que se adestrou.
   A escola é o melhor sitio onde se pode estar, é como na televisão, se quiseres aprender basta observar. Observei que vale de pouco sobre muito falar e se assim fizeres bons e muitos amigos vais encontrar. (Não existe a preocupação de os teus amigos te desiludirem). Vós vindes para a escola, catedral das vossas preocupações, e logo a primeira que têm é saber se ainda valem cinco tostões. (A preocupação dos adolescentes em fazer conhecer o seu ego).
  Na aula tenho a minha segunda preocupação do dia será que tenho nota para uma boa vida? Esta preocupação todos os jovens a têm mas ao contrário de mim há outras que lhes chateiam, como por exemplo o amor. Ai o amor que só dá apertadelas por causa disso passaram a aula a olhar para a janela e assim as vossas preocupações aumentaram, se a vossa vida estava má agora está arruinada. (O amor pode ser visto como fonte de preocupações, fazendo assim com que o jovem dê mais importância ao amor do que aos estudos, por achar que este é mais importante).
   Eu, como jovem que sou, também me apaixonei mas não me preocupei pela má aventurança pela qual passei. Soube dar a importância necessária para que a preocupação fosse desnecessária, porque eu sempre vi e vivi e por isso aprendi.
   Voltando a casa eu estou realizado, voltando a casa vocês estão preocupados.
(Nunca tive grandes preocupações porque acredito que elas são fruto da nossa maneira de ver as coisas, se houver um conhecimento alargado ou abrangedor sobre elas, estas serão sempre mais fáceis de lidar).





 


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

As minhas perguntas são as tuas respostas

Eu deixo-te perguntas
E assim mostro-te as respostas,
Esclarecendo as tuas duvidas.
Por fim, mostro-te as verdades.

Burrice!

Oh Zé! Diz-me como é
Ser lindo e não ter pé

Oh Zé! Diz-me como foi
Caíres em ti, seu boi
E não te lembrares de mim.

Ingénuo, Ingénuo, eu muito sou!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Amor de chocolate e o seu final asqueroso

Era uma vez um chocolate
Que se apaixonou.
O que era um disparate!
O seu amor era um lareira,
E na altura de se falarem
Ele derreteu.

De seu estado tão liquido,
Foi levado para o hospital
Lá conheceu uma enfermeira
Que o endureceu.

Os dois se apaixonaram,
E a enfermeira a gula cometeu
A vida do chocolate é acabada
Pela mesma maneira que renasceu.

Um cão passando pela rua,
Dá um cheiro a um despojo ali encontrado
Mal sabe ele que aquele despojo
Teve um saboroso desfecho.

Ode to Madalena

Olhos mágicos tu tens 
Cabelo teu é de louvar, 
Se soubesse que tal rapariga assim existia
Mais cedo a ia procurar.

Como pode alguém como tu,
À Terra vir parar?
Acho que encontrei um anjo
Acho que me estou a apaixonar.

Oh, isto do amor platónico 
Porque me veio afectar?
Agora viverei pensando em ti
Sem nunca te poder tocar

Mas de que vale a pena tudo isto?
De que vale em ti pensar?
Já escolheste outro,
Já escolheste com quem ficar.

Mas será que vale a pena?
Valerá a pena esperar?
Vamos ser insanos agora,
Ou vamo-nos calar?

Madalena, Madalena,
Onde eu vim parar!
Madalena, Madalena,
Até teu nome me faz sonhar...

Madalena, porque me vieste falar?
Se nossos olhos, não se tivessem cruzado
Neste estado não me irias encontrar.

Vou ter de parar
Vou ter de me silenciar
Na agonia em que me encontro
Nem Deus me pode salvar

Agonia que é esta 
De saber que vais partir,
Mais três dias apenas 
E nossos corações  se vão dividir.

Adeus é a única coisa que posso dizer,
Na esperança de que nas nossas vidas futuras 
Nos voltemos a ver.




quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Exaltação do Desafortunado

   Eu sei que muitas vezes falo mal de ti e para ti, mas peço imensa desculpa, tu não mereces, mas ultimamente só tenho raiva e angústia dentro de mim. Eu só quero que mudes para melhor e quero estar sempre ao pé de ti para te ajudar. Faz um novo começo para ti, começa por dizer adeus a todas as coisas más e promete a ti mesma que nunca te irás sentir triste outra vez. Diz adeus a todas as vezes que se sentiste sozinha, diz adeus a todas as vezes que te sentiste perdida, diz adeus a todas as vezes que ouviste um “não” em vez de um “sim”, diz adeus a todos os arranhões e nódoas negras, as todas as paixões falhadas, diz adeus a todas as coisas más pelas quais passaste. Olha para os teus amigos e vê quais são os que realmente gostam de ti, eles serão aqueles que te vêm pelo que tu és e custe o que custar eles estarão sempre lá ao teu lado.
   Tu sabes o quanto eu gosto de ti. Lembro-me que uma vez enviei-te uma mensagem a dizer o que achava de ti, a mulher fantástica e inteligente que tu és. Não podes deixar estragar isso, promete-me!
  Eu gosto de ti, de ti e da tua personalidade, do teu feitio que é simplesmente adorável, uma combinação de ternura, amor, justiça, raiva e carinho. Estou apaixonado. Mas toda a gente diz que te devia esquecer, deixar passar, não posso!
   Estou apaixonado por ti. Se estiveres á procura daquela palavra que significa cuidar de alguém para além da racionalidade é amor! Não te ligar mais e esperar por outra rapariga que tenha e seja tudo o que tu és, destrói-me por dentro. Quando se ama alguém, não se pára. Mesmo quando toda a gente diz que é uma coisa estúpida e parva o que estamos a fazer. Apenas não se desiste! Se eu desistisse e se encara-se todos os conselhos do mundo e continuasse em frente até encontrar outra pessoa qualquer, isso não seria amor, seria apenas uma coisa descartável pela qual não vale a pena lutar.
Quando amamos uma coisa não a podemos deixar fugir, senão ela vai-se embora para sempre.
   Se calhar até seja um erro, mas na vida temos de cometer erros para nunca mais os voltarmos a repetir, é por isso que eu quero ter a certeza que tu és um.
   Eu faria tudo por ti, e quero ser teu amigo como eramos antes, quero-te fazer rir, quero-te fazer sentir feliz. Eu encontrei alguém que quero que esteja comigo e quando se encontra alguém assim como tu, é preciso fazer algo por isso.
   Quero que saibas que não há ninguém no mundo como tu, és única e especial, prefiro-te a ti do que uma loira morena de olhos verdes com um corpo de anjo, tu és melhor do que isso.
   Eu não consigo descrever melhor o que és para mim, e apesar de tudo o que passei quero que saibas que ainda estou aqui e desculpa não ser melhor do que aquilo que sou. Não sei o que fazer por enquanto, se deixo continuar tudo como estava ou tento mudar, não sei o que devo fazer. Queria muito também mudar, por ti! E acho que esse momento vai chegar, mas não sei quando. Não acho que disse tudo o que queria mas ficou a ideia, sinto a tua falta, tenho saudades tuas. Vou estar sempre aqui. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A água que mata a sede

"Quem quer matar a sede não procura entender a fórmula da água."
 Fernado E. Tavares

   Beber água e saciar a sede é tudo o que alguém quer e deseja. A água é o bem estar em estado líquido, é o que nos purifica e nos deixa felizes. Cada pessoa tem a sua fonte favorita para beber água, e até aqui não há mal nenhum. Cada um é livre de beber da fonte que pretende sem contradições. Mas as fontes têm segredos e enigmas que poucos conhecem e que fazem com que cada fonte seja única.
  Existem fontes que estão constantemente a jorrar água. São fontes livres e abertas a todos e quem quiser pode beber da sua água. É uma fonte que gosta de dar a beber e saciar a sede a todos que lá vão. Mas como disse, é uma fonte livre, aberta a todos e não devemos utiliza-las regularmente, pois não são todos os que lá saciam a sua sede, apenas os mais sedentos!
  Além destas existem aquelas que já secaram, quer sejam fontes públicas ou privadas, já não jorram. São aquelas que tiveram o seu tempo de glória, agora estão acabadas, cansadas. Perderam a vontade de dar de beber. Talvez porque sofreram uma seca ou então porque deram tudo o que tinham para dar. Não falemos mais destas.
  Podem existir muitos tipos de fontes mas tudo o que nós queremos é ter uma fonte só para nós. A nossa fonte de onde podemos beber toda a água que desejamos. Saciar a nossa sede e sentirmo-nos felizes. Mas não é assim tão simples. Nós podemos escolher a nossa fonte, mas a fonte também tem de nos escolher a nós. É esquisito e muitas vezes complicado, mas é verdade!
  Podemos querer uma fonte porque achamos que é daquela que sai a melhor água e é dela de onde queremos beber mas ela só começará a brotar água se ela também sentir que é a nós que ela quer saciar. É complicado e por vezes muito enigmático. E o que é preciso para conquistar uma fonte? Nem eu mesmo sei, mas com o tempo cada um aprende o que é preciso para ter a fonte que deseja.     Pois bem, quando tens a fonte que sempre quiseste, és feliz, bebes água e gostas de beber, e beberás dela até ao fim dos tempos, isto se a fonte for a certa!
   Eu tinha uma fonte, ou pelos menos queria aquela, mas ela não me escolheu, jorrou água para os meus olhos, não era eu o escolhido. É uma lição, mas não ligues a isso, faz por ela e se tens uma fonte, bebe água sem parar, sacia-te!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O desenrolar de um Amor

O teu amor eu comprei,
Mas enrolada já tu estavas
Então eu te desenrolei
e colado a ti eu fiquei.

Ajudaste-me sempre que eu precisei
Agarraste-te a mim
quando contigo me enrolei
Eu puxava por ti,
Tu esses barulhos fazias
Eu me derretia cada vez mais
Tu mais feliz te sentias

Desde o principio soube
que o nosso amor iria terminar
Mas não sabias que esse dia
Seria quando de ti, mais iria precisar

E assim num dia de muita tristeza
Tu partiste deixando uma parte de ti,
mas essa parte já não era a mesma
Sem ti... Fita-Cola.



sábado, 16 de maio de 2015

Cousas que eu não percebo!

Em que mundo estou eu
que não consigo compreender,
estes aqui ao meu lado
não param de crescer.

Será isto normal?
Como poderei eu saber?
Será que tudo o que sinto também acontece aos outros,
ou sou eu que não me vi crescer?

Como a maneira de pensar 
pode assim tanto mudar,
se nós estamos crescendo
não deveria ela melhorar?

Cousas que eu não percebo
há muito que as deixei passar,
sinto que vivo num mundo
que não consigo acompanhar.

Penso que só tu me percebes
mas não me queres ajudar
preferes ficar no comboio
que me vê ficar.

Não sei para que escrevo isto
para mim não vale de nada
estas cousas todas rimam
mas tu nunca lhe achas a piada.

domingo, 10 de maio de 2015

A que me traz má Fortuna

  Acho que a única pergunta que neste momento faço a mim mesmo e que tenho feito já há algum tempo é, onde estás?
  Vou ser sincero, nunca fomos aquilo que talvez eu pretendia, ou queria, ou gostava que fôssemos, mas eu não queria saber, eras a minha amiga, a minha, minha amiga, gostava de ti por o seres. Éramos amigos, somos, acho! Sempre olhei e olho de forma especial para ti, e gostava mais de ti porque ao saberes não te afastaste, e gostava de ti porque fazias tudo muito mais bonito, tudo muito mais simples, era mais feliz. Fazias-me feliz porque estavas ao pé de mim, ás vezes estavas, mas bastava.
   Eras simples, bonita (és), serena, alguém que se aprecia, não eras as perfeição, eras perfeita, não eras daquelas raparigas que mudavam radicalmente por um capricho, eras inteligente e assim sabias ser e sabias o que fazer, seguir, sabias ser independente (assim enganei-me eu).
   Agora tenho tentado aceitar o teu novo eu, ou seja, tenho andado a enganar-me. Não aguento mais, não consigo ser alguém que não gosto de ser para ter algo que eu vi nunca acontecer. Sou teimoso porque gosto imensamente de ti, e se ainda tento estar lá para ti é porque me importo contigo, mas está a ficar pior, já não queres saber, sinto-me a ficar para um canto, sinto que não queres saber de mim porque já não sou como tu, pois bem também nunca o serei.
  Agora és senhora de ti, eu já não estou lá porque não queres, já não sou como o teu novo grupo de amigos,  não fumo, não saio muitas vezes, não me aventuro... Não sei se é assim, mas é o que parece e o que fazes parecer, e penso que é por isso que estás a fazer com que eu desapareça.
  Não somos, não seremos o que já fomos, pelo que me estou a aperceber. Eu ficarei bem, acho.
  Tenho saudades da antiga, essa era a derradeira era a mil vezes melhor do que a de agora, e não, não está melhor agora do que estavas antes e sou eu que digo isso, eu, aquele que gostou mais de ti do que tu possas imaginar, eu, aquele que numa desistiu de ti, eu, que ainda aqui contínuo feito estúpido, mas ainda aqui estou, e tu deixaste de me ver.
   Mas tudo está perdido, por agora, para mim!

Para a mais Bem Aventurada

  Querida professora de Português, tenho algo que lhe gostaria de perguntar, sei que tem conhecimento de blogs criados por alunos seus, tal como o gijo, o j.p e eu próprio, e também sei, que nesses blogs exprimimos os nossos sentimentos, as nossas angustias, as nossas duvidas, etc. Todos nós em determinados textos exprimimos um sentimento muito conhecido e muito caprichoso, conhecido como, amor, e a minha pergunta é, depois de ler esses textos como nos vê? como se sente?
  Eu aposto que você em muitos dos nossos textos ri-se, intriga-se, estupefacta-se com os nossos problemas e estupidez, e pergunta-se porque raio temos estes problemas, não estou certo?
  Bem, eu próprio sinto o mesmo, não sei para quê, tanta preocupação, e tanto mal estar, mas sei que mais tarde ao mais cedo serei apanhado na mesma rede, mas tentarei ser inteligente!
  E isto tudo levou-me a outra pergunta que lhe gostaria de colocar, mas, devido a vários factores, na minha cabeça não parece eticamente correto, mas aqui vai, querida professora que eu estimo tanto, porque nunca nos deu uma palavra de amigo sobre os nossos problemas? (isto falando a meu ver)
  Espero que não se sinta mal com a minha pergunta, continuo a gostar imensamente de si.
  Com um beijo, Ricardo.

terça-feira, 28 de abril de 2015

O princípio


É uma vida

A tua pele, morena, serena, descansada
Tranquila, vivida como a tua alma.
Reluzentes como uma fonte,
Teus olhos me acalmam e me falam.