quarta-feira, 3 de julho de 2019

Tudo é

E tudo é vento

Tudo é Incerto,
Tudo é duvidoso,
Tudo é inconstante,
Tudo é efêmero,
Tudo é frio,
Tudo é fútil,
Tudo é novo,
Tudo é um tempo,
Tudo muda, sem saber como vai mudar.
Tudo é diferente e é por isso que é tão bom.

E o que não é, é parado,

É calma,
É silêncio,
É bonança,
É conforto,
É mansidão,
É calor,
É alívio,
É lar,
Nada muda, nada vai mudar
E é por isso que é tão bom.


Às vezes até irrita o quão um triste eu sou!

Só escrevo quando estou triste e tenho esperança
Como já não tenho esperança, não te escrevo.

Olá e Adeus

Olá,
mais uma vez.
Afinal ainda aqui estás.
Eu também não sei porquê.
Pensei que tinhas ido.
Talvez foi porque voltei a estar sozinho
E a minha mente foi-te buscar.

Mas não me vou voltar a iludir.
Vou esperar e relembrar, o porquê de não poder lembrar
E esperar que tudo passe.

E se voltar a lembrar vou então esperar com mais força,
E relembrar-me com mais força o porquê de não poder lembrar.

Ou se calhar é só o tempo,
Que foi muito
E de repente, vieste
E fiquei preso.

Voltei a tropeçar em mim mesmo,
Mais uma vez fiquei parado.
Tive medo.
Vou então relembrando-me disso e o porquê de não poder lembrar.

Voltamos a esperar

Se vieres em boa hora não é tempo perdido
E se não me falares não é caso perdido,
É só mais um dia bom para puder esperar.
E então? Esperamos, qual é a pressa?

E voltamos mais uma vez
A caminhar de passo a passo,
Já sabemos o caminho
Só é preciso uma nova graça.

Até meio vai-se bem
Se o sol estiver para ajudar,
Reflete a cor do teu cabelo e o azul do teu olhar.
E eu penso que não foi mau esperar.

Mas pelo fim, o sol acaba,
Voltamos costas ao passo a passo
Porque tem de ser e nada mais.
Passa o tempo necessário
Um tempo desnecessário
Para repetir tudo outra vez.

Descaro

Nada éramos
Ao nada voltamos.
Um equilíbrio perfeito.

Palavras ditas
Por mentiras, desfeitas.
Não há razão para castigo
Se ao mesmo é fácil voltar.

Sendo assim posso avançar.

Agora é só encarar.
Uma explicação lógica deve bastar.
Se a Intimidade for descrita passa a ser banal
Problema resolvido!
Uma boa desculpa para atenuar o que foi mau.




Funcionou!!!

Um piano que se calhar não cura um coração partido

Um piano, que eu esperei que caísse em cima de alguém, não caiu.
Vingou-se e ergueu-se contra mim, sem eu esperar ou dar por isso.
Veio com uma enorme força e astúcia, numa cilada perfeita que me deixou despedaçado.

Um plano maléfico engenhado com tamanha perícia, pelo meu fado,
Que teve início num passado distante para chegar até hoje e me mostrar o que é viver na culpa e arrependimento.
Uma vingança de mim para mim.

Talvez não tenha dado conta do piano, ou talvez sim. Iludi-me e esqueci que ele era real.
Mas a verdade é que eu sabia que o piano existia e era bem mais pesado do que eu.