Eu, que nada sei
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Antes de qualquer coisa escrever
terça-feira, 14 de maio de 2024
Sou alguém que já foi e já não existe e serei sempre alguém que ainda não fui
Em tempos eu era diferente e, no tempo que passou desde então, fui muitos mais mas não fui ninguém. Já fui alguém que hoje não sou e lembro-me de ser outro alguém em tempos em que eu era outro. Fui moldado, moldei-me, parti-me e refiz-me. Construí-me de pessoas e sentimentos, fui edificado sobre os pilares da educação de outrem que em tempos também foi alguém que não ele e que viveu num tempo em que ser alguém não era o mesmo que ser alguém hoje, num mundo regido por pessoas que já tinham sido outras e hoje já nem são essas mesmas. Sou um conjunto de realidades que eu não vivi mas que me tornam real, mesmo sabendo que nem realidades me são por essas já terem sido moldadas por quem me as ensinou, que viveu nessa realidade moldada para ele e por ele e assente na personagem que ele era então.
Sou um conjunto de peças que me foram dadas a escolher, que nem sequer encaixam bem umas nas outras e eu tento encontrar o melhor sítio para as colocar, unindo-as com uma cola que por vezes é extremamente forte e por outras é tão frágil como o desdém de quem não as quer ter mas tem de as usar. Uma escolha feita de um conjunto finito de peças que ao longo dos tempos se foram perdendo e reencontrando, desfeitas e refeitas, passadas de vida em vida acumulando o bom ou o mau do que é ter sido alguém, e, das poucas que resistiram, e das que têm chegado até mim e das quais eu tive sorte de poder escolher, tenho me tornado num novo antigo alguém e por isso não posso ser igual a ninguém nem ao que já fui e apenas serei alguém melhor se for lúcido na minha escolha. Sou alguém que já foi e já não existe e serei sempre alguém que ainda não fui.
Sem causar dor ao pensamento. Se não sou alguém que é uma cópia de alguém do passado e se não sou eu mesmo porque, entretanto, já sou outra pessoa e se o mundo onde vivo e que me molda foi construído por quem já não é, quem realmente sou eu?
sábado, 30 de março de 2024
De que vale não pensar?
Se sonho é o que comanda a vida, pergunto-me, a que ponto é que tenho de parar de sonhar para seguir com a vida no percurso delineado pelo meu sonho? Em que ponto, no pensamento do meu sonho, eu tenho de parar de pensar, encarar a realidade e tomar as rédeas da ação física? E por isso questiono-me mais profundamente até que ponto eu tenho de pensar, sobre tudo o que tenho a pensar para algo concretizar, até que essa ação deixe de ser necessária por no meu pensamento eu já imaginar todos os cenários possíveis do que poderá, ou não, acontecer? Até que ponto é necessário realizar algo, que seja sonho ou idealização, se no meu pensar já pensei em todos os desfechos mais prováveis e menos prováveis?
Tenho a plena noção que uma pessoa que está constantemente a pensar não sabe fazer nada mais do que apenas isso. Perde o tato com a realidade e passa a viver num mundo de ilusões. Passa a ser um prisioneiro do seu próprio mundo, condenado pelo seu conforto, num asilo da própria mente e do qual não quer escapar. Sente que todas as experiências que pode e poderá vir a sentir podem ser premeditadas e imaginadas. Vive num constante ciclo entre o pensamento e a aparente sagacidade. Pensa que pode imaginar como seria qualquer cenário e, tão depressa como quem chega a essa conclusão, parte para outra imaginação da sensação. Não se importa de não viver no mundo real porque primeiramente, na sua mente, já viveu esse momento. Sei bem como é uma pessoa assim porque mal ou bem, eu conheço-me.
O que interessa amar então, se tudo o que posso sentir já foi imaginado e vivido na minha mente? De que vale sair para esta realidade e passar por este penar de fingir ser alguém que não sou para poder interagir de forma normal com os restantes transeuntes deste mundo?
sábado, 13 de janeiro de 2024
Esperar no meio da multidão por um olhar diferente
Esperar no meio da multidão por um olhar diferente, uns olhos esbugalhados, que me despertem a alma, foi sempre algo pelo qual eu ansiei que acontecesse. Talvez não seja o ato mais correto para atingir um final feliz, ou algum tipo de final, mas não tenho a lábia e, mais importante ainda, nunca tive a certeza de nada para conseguir atingir alguma espécie de fim e, por isso, aguardo sempre por um acaso divino, um alinhamento celestial que me coloque na rota de colisão com alguém que fará despertar algo em mim.
Nunca saberei quando esse dia chegará, só espero vir a dar conta que por esse dia eu já passei, num futuro onde a minha alma estará tão feliz que nem se lembrará que em tempos houve angústias por não estar a viver o que nesse futuro vivo.
terça-feira, 28 de novembro de 2023
Era tudo o que queria se tudo não passasse de um sonho
A minha maior dor é a persistência da
memória e a dor que os meus sonhos me causam por eles viverem no passado e
apenas lá. Entrei ontem na universidade, entretanto já passaram 5 anos e eu não
me sinto realizado, nem tão pouco. Se calhar é tudo por causa do sonho que tive
hoje que me deixou melancólico, mas no entanto olho para trás e vejo que a
minha mente ficou no passado porque só lá é que tudo era bom.
Sonhei com alguém do meu passado que nesse
tempo tinha despertado algo em mim. Não foi só agora, mas fez-me pensar. Foi um
sonho bom, um sonho do que podia ter vivido e não vivi, porque na altura não
era tão maturo nem tão sapiente. Não me apercebi dos sinais óbvios e menos
óbvios e, dos quais eu me apercebi, não tive força para ir em frente e tive
medo do que poderia acontecer. Foi um sonho encantador e prazeroso, senti-me
amado e amei tal como deveria ter feito no passado. Lá, tudo era perfeito e
tudo tinha ocorrido para que acabasse bem. Foi um sonho que não foi realidade
por minha burrice. Mas isso já foi no passado, onde os meus sonhos vivem.
Durante todo este tempo a minha mente não
foi buscar essa memória, tudo tinha passado ao lado. Mas reviver aquele
sentimento fez-me ver o quão longe eu estou do que me faz feliz.
Nos últimos tempos tenho sentido uma
mudança em mim, uma mudança abrupta e radical. Não sei o que aconteceu, não sei
o que fiz para que isso acontecesse, mas algo em mim mudou.
Estou diferente, penso de forma diferente,
os meus interesses mudaram, a minha preguiça é cada vez menor, não sinto a
espécie de tristeza interior que parecia viver comigo e à qual eu não dava
conta, pelo menos era assim que me andava a sentir. Mas hoje temi que o sonho
que tive me voltasse a parar no tempo, mas penso que tenha sido apenas um sonho.
Talvez os químicos na minha cabeça
voltaram a encontrar o equilíbrio perfeito que há 4 anos não encontravam, já não
sinto a ansiedade nem todos os problemas associados. Temo em dizer que já estou
curado e é por isso que tudo em mim está diferente. Acordei!?
Já não quero voltar para o meu quarto, já
não quero estudar mais física e matemática, não me dá prazer. Mas que quero eu
fazer? Não sei. Quero acabar o curso, mas não quero ir trabalhar para uma
empresa com desânimo e ficar tediado com trabalho, e não quero ver anos a
passar por mim fazendo algo que desprezo. Esse é o meu maior medo neste
momento, perder tempo! Perder tempo fazendo o que não gosto é algo que começa a
não encaixar na minha cabeça, sinto que o tempo é muito escasso para perdê-lo a
fazer o que me agasta.
Mas também não sei o que fazer, mas não
quero ser infeliz. Quero fazer por ser maior, por ser mais alto.
Neste preciso momento iria ter com a
menina do meu sonho, só para a ver! Mas desta vez não ficaria de pé atrás.
Seria tudo perfeito. Não lhe mostrava dúvida nem inquietude porque tinha a
certeza do que queria, fazíamos vida boémia pelo resto dos dias, vivíamos prazerosamente numa espécie de epicurismo e assim seriam os nossos restantes dias. Amá-la e
ser amado, criar família, viver e ser feliz.
É tudo isto o que eu quero sentir, algo
que não faria sentido para mim à uns tempos atrás. Era tudo o que queria se
tudo não passasse de um sonho.
26/10/2021
quinta-feira, 15 de abril de 2021
O inevitável
Não acredito no misticismo nem no castigo vindo de uma identidade superior por algo que fizemos, mas encontro-me sobre o peso do maior castigo que alguma vez recebi e não sei como veio até mim, mas talvez seja mais que merecido.
Almejei para uma
certeza e vivi agarrada a ela com a certeza de que mais tarde ou mais cedo se
iria concretizar. De esperança em esperança fui construindo um castelo de
sonhos, descartando as pequenas evidencias fúteis que fui pondo de lado por
achar que eram apenas especulações sem sentido e, por isso, desprezáveis.
Acabaram por ser a minha maior ruína. Agora dói mais porque sempre soube que tal
poderia acontecer mas, como burro que sou, escolhi tapar os olhos a elas.
É difícil amar alguém que seja muito diferente de nós e
quando somos discordantes nos temas da vida essa relação nunca funcionará. Mas
queremos sempre acreditar que sim, vivemos sempre na esperança de que o amanhã
será melhor e que com ele virá a mudança, então damos oportunidades e
esquecemos o que até então se passou. E é assim que começa a espiral para um
erro.
Pensamos que as pessoas mudam e sempre pensamos que é para melhor.
Quando o barco abana somos iludidos por palavras de fé, por expetativas futuras
e fantasias tangíveis e todas elas funcionam como um véu para tapar a mentira e
a desilusão para que o barco onde estamos, condenado a afundar, se mantenha à
tona só por mais um bocadinho. As pessoas nunca mudam!
Não posso viver nessa conformidade, não é saudável e não é
isso que quero para o meu futuro. Não posso viver agarrado a um passado só
porque em algum momento já foi bom. O
que importa é o presente, o que se sente agora, o que se está a viver e o que
aprendi até então. Só eu posso fazer o meu próprio futuro, e para que ele seja
bom preciso deixar para trás o que me inquieta e me deixa inseguro, porque essa
é a regra, se há dúvida é porque não é bom.
sábado, 23 de maio de 2020
Este texto contém muito a palavra tempo
Adoro o tempo! Adoro pensar no tempo e em todas as
forma que toma. Adoro pensar na passagem do tempo, da vida que nele anda, a forma
de como ele nos pega ao colo e gentilmente nos carrega para todo lado. Gosto de
pensar na particularidade de o tempo não ter vida, não ter forma, não ser nada,
não ter nada e apenas ser como sempre foi, imutável a si próprio.
O tempo é quem tudo sabe e o único que tudo saberá.
Ele será o derradeiro vencedor da existência e no fim, quando por fim ele
acabar, levará consigo ele mesmo. Não existirá comemoração da sua vitória
porque no fundo nunca nada existiu.
Quando o tempo acabar tudo desaparece, tudo o que foi até agora e o que estará para vir, tudo o que conheço,
tudo o que vi e vivi, tudo o que fiz, todo o tempo que vi passar por mim, todo
o tempo que aprendi que passou, perdidos para sempre num sitio que não existe
num universo que nunca existiu, numa forma que a mente humana não consegue
idealizar. É um facto tão absurdo mas
tão fácil de aceitar.
Adoro o tempo, gosto da palavra, remete-me para tudo,
porque para mim o tempo é tudo o que tenho e tudo o que sempre tive. O tempo é
a única coisa à qual me consigo agarrar, só ele é que me dá esperança, só ele é
que me a tira, só ele é que me dá paciência e só ele é que me dá inquietude. O
tempo é meu companheiro, como sempre foi. Ele é o meu melhor amigo e sempre o
será. De mim, nunca ninguém ira levar o meu tempo. Sinto que ele é o meu companheiro
de vida, só a ele confio, só ele sabe todos os meus segredos, todos os meus pesares,
todas as minhas alegrias e todas as minhas esperanças. E mais do que isso, só a
ele é que as confio para as levar mais longe.
No fundo eu amo o tempo. Mesmo que às vezes me faça
passar demasiado por ele e me faça esperar por aquilo que já não vem. Gosto de
pensar que se ele me elaborou isso, foi por uma razão. Ou talvez esteja errado porque no fundo gosto mais do tempo do que devia.
Mas sei que nunca deixarei de gostar. É um dogma! É o
meu tempo e com ele por tudo passarei.
Mas sinto que este tempo pertence muito a mim e não
me ajuda a crescer como pessoa. Preciso mais do que um tempo para chegar mais longe, mas preciso do tempo para me levar até esse lugar.
segunda-feira, 30 de março de 2020
O bem-estar da amargura
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
F C M
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
That´s deep Bro!
sábado, 19 de outubro de 2019
O homem que subiu uma escada e desceu de um banco
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
A rapariga que voltei a encontrar
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Tudo é
Às vezes até irrita o quão um triste eu sou!
Olá e Adeus
Voltamos a esperar
Descaro
Um piano que se calhar não cura um coração partido
quarta-feira, 3 de abril de 2019
É este o meu fado
segunda-feira, 25 de março de 2019
A história de uma moça
quarta-feira, 20 de março de 2019
terça-feira, 12 de março de 2019
Um Tempo certo que chegou a mim
Mas como tenho tempo
só peço um pouco mais de tempo para o perceber bem.
Mas sei que o Tempo não pode esperar.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
The girl of my dreams
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Tu
Teus cabelos não são loiros
E tuas feições não são bem-feitas.
Tu, cuja elegância não nos é mostrada à primeira vista,
Também és bonita, infelizmente só por dentro.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Quem eras tu sem esses olhos verdes? Apenas outra simples morena.
As causas dos meus devaneios.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
é tarde e era tão bom que não fosse
Olá espinho,
Foste meu sonho
E agora estás a falar comigo.
Olá flor, está tudo bem?
Sim, mas continuas aquém.
És tão bonita sabias?
Tenho pena de não te ter percebido.
Olá flor.
Olá meu sonho realizado
Agora não posso,
Estou apaixonado.
Olá a quem foi.
Olá a quem eu devia ter falado,
Agora estou triste e abandonado,
E eras meu sol e eu sabia
Mas preferi ser o sol de quem não devia.
Adeus a quem eu falei.
Adeus para ti que agora és meu pesar.
Meu sonho realizado desperdiçado
Não te culpo por teres vindo na altura errada,
Culpo-me por não ter acordado.
terça-feira, 14 de março de 2017
Olá eu sou a Bela e estas são as minhas amigas que não interessam!
domingo, 5 de março de 2017
Estava a perder muito tempo na procura de um bom título.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
As obrigações que estragam os sonhos de um homem. Feliz o parvo!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
O piano que cura um coração partido
Eu ficava triste,Se um piano caísse em cima de ti,
Eu atirava outro por cima.
Não tenho nada contra ti,
Mas se tivesse um piano eu não hesitava.
Tu não és feia
Mas comparada com um piano
És uma gorda!
Tenho esperança que um dia
Sejas uma pessoa melhor,
E espero que nesse dia
Leves com um piano em cima.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Da boca só sai mentira, até encontrar a verdade*
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Desabafo para um tempo certo que virá.
Não queria sentir este peso em todos os meus textos.
Mas e se o tempo muda,
E tudo volta ao mesmo?Este é o momento
Que define um novo rumo, e eu quero mudar!
Mas e se tudo volta ao mesmo,
E o que foi até agora é o seguro?
Haverá um momento,
Que virá com o vento,
E será o certo.
E eu nem me vou preparar
Porque nem vou reparar
que esse dia chegou.
Mas espero vir a dar conta,
Olhar para o lado
E saber que estou a ir.
domingo, 30 de outubro de 2016
O tempo certo que nos levará mais longe
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Não posso porque é proibido!
sábado, 4 de junho de 2016
Deixar passar o tempo e não a conhecer
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Os dois pontos de vista de uma rapariga que nem sequer se chama Laura!
Ele era o mais bonito, o mais simpático, o mais atraente, e, para delírio de todas, não tinha namorada. Ele não sabia que ela existia.
Ela era... simples... especial... bem, para dizer a verdade, ela era feia que nem um abutre, uma vaca deformada, doía só de olhar, mas bem, é assim a vida, ninguém é perfeito, nomeadamente ela!
Num dia perfeito de verão, enquanto ela passeava pelo jardim, reparou que ele vinha na sua direção, fixado nos seus olhos. Ela corou mas continuou caminhando na direção dele, e a cada passo que dava o seu coração palpitava cada vez mais.
Ao cruzarem-se ele abordou-a, e, de uma forma afetuosa com um sorriso meigo no rosto disse:
-Olá...
Ela, num enorme esforço, com coração na boca e muito envergonhada disse baixinho:
-Olá.
Houve um momento de silêncio enquanto os dois cruzavam olhares, até que ele disse:
- Olha, era só para dizer que és estrábica! Xau Laura!
terça-feira, 10 de maio de 2016
Um dos tormentos de um senhor
Eu não a conheço, mas ao longe tento percebê-la.
Mas no fundo isso não interessa, porque eu fico sempre parado e nada faço. Não arrisco, tenho medo. E assim passam dias, semanas, messes, anos... Habituei-me e já não conheço outra maneira de estar.
Alegre, padeço!
segunda-feira, 14 de março de 2016
Num outro universo Platão definiu o seu amor de forma diferente
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Esperança
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Desvio do olhar (O princípio)
Nesta serena tarde bela,
Se não vieres manda uma cartaCom o teu perfume nela.
Teus olhos lindos se desviam
E eu nada posso mudar,
Quando te vejo também me vês
Mas com diferente brilhar
A tua pele, morena, serena, descansada,
Tranquila, vivida como a tua alma
Reluzentes como uma fonte,
Teus olhos me falaram e acalmaram.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Primavera perdida
Na ânsia de desabrochar,
Ver a Primavera a irDe mãos dadas com o pesar.
Agora vejo-a, ao longe,
Como se com o Diabo fosse casar,
Levando todas as flores
Que durante a sua passagem viu aflorar.
Ai, se o tempo voltasse atrás
E no meu esperar eu não tanto esperasse,
Anunciava-me à Primavera
E com ela tinha o meu desenlace.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
A moça mais bela*
A tua mocidade afasta-me de ti
Ela é tão delicada e eu sou tão ruim.O teu saber aproxima-me de ti
Mas a minha ignorância impede-me de atingir um fim.
De beleza encantadora e categórica
Tens como garantido os olhares do mundo,
Mais feliz sou eu que te conheci
E pelos teus olhos verdes vi mais profundo.
Paixão! Não tanto, talvez...
Mas é algo que me inquieta
E faz com que eu não saiba o que fazer.
Mais uma vez fico parado.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
O primeiro Eu
Dos tantos ensinamentos que tira
Os mesmos erros há-de cometer.
Para mim tudo é errado
Tudo é diferente
Não consigo perceber as pessoas
Elas não percebem esta gente
O mais difícil para mim,
Sem ás vezes me aperceber
É destingir o bem e o mal
Daquilo que não consigo compreender.




