terça-feira, 1 de setembro de 2015

Amor de chocolate e o seu final asqueroso

Era uma vez um chocolate
Que se apaixonou.
O que era um disparate!
O seu amor era um lareira,
E na altura de se falarem
Ele derreteu.

De seu estado tão liquido,
Foi levado para o hospital
Lá conheceu uma enfermeira
Que o endureceu.

Os dois se apaixonaram,
E a enfermeira a gula cometeu
A vida do chocolate é acabada
Pela mesma maneira que renasceu.

Um cão passando pela rua,
Dá um cheiro a um despojo ali encontrado
Mal sabe ele que aquele despojo
Teve um saboroso desfecho.

Ode to Madalena

Olhos mágicos tu tens 
Cabelo teu é de louvar, 
Se soubesse que tal rapariga assim existia
Mais cedo a ia procurar.

Como pode alguém como tu,
À Terra vir parar?
Acho que encontrei um anjo
Acho que me estou a apaixonar.

Oh, isto do amor platónico 
Porque me veio afectar?
Agora viverei pensando em ti
Sem nunca te poder tocar

Mas de que vale a pena tudo isto?
De que vale em ti pensar?
Já escolheste outro,
Já escolheste com quem ficar.

Mas será que vale a pena?
Valerá a pena esperar?
Vamos ser insanos agora,
Ou vamo-nos calar?

Madalena, Madalena,
Onde eu vim parar!
Madalena, Madalena,
Até teu nome me faz sonhar...

Madalena, porque me vieste falar?
Se nossos olhos, não se tivessem cruzado
Neste estado não me irias encontrar.

Vou ter de parar
Vou ter de me silenciar
Na agonia em que me encontro
Nem Deus me pode salvar

Agonia que é esta 
De saber que vais partir,
Mais três dias apenas 
E nossos corações  se vão dividir.

Adeus é a única coisa que posso dizer,
Na esperança de que nas nossas vidas futuras 
Nos voltemos a ver.