sábado, 16 de maio de 2015

Cousas que eu não percebo!

Em que mundo estou eu
que não consigo compreender,
estes aqui ao meu lado
não param de crescer.

Será isto normal?
Como poderei eu saber?
Será que tudo o que sinto também acontece aos outros,
ou sou eu que não me vi crescer?

Como a maneira de pensar 
pode assim tanto mudar,
se nós estamos crescendo
não deveria ela melhorar?

Cousas que eu não percebo
há muito que as deixei passar,
sinto que vivo num mundo
que não consigo acompanhar.

Penso que só tu me percebes
mas não me queres ajudar
preferes ficar no comboio
que me vê ficar.

Não sei para que escrevo isto
para mim não vale de nada
estas cousas todas rimam
mas tu nunca lhe achas a piada.

domingo, 10 de maio de 2015

A que me traz má Fortuna

  Acho que a única pergunta que neste momento faço a mim mesmo e que tenho feito já há algum tempo é, onde estás?
  Vou ser sincero, nunca fomos aquilo que talvez eu pretendia, ou queria, ou gostava que fôssemos, mas eu não queria saber, eras a minha amiga, a minha, minha amiga, gostava de ti por o seres. Éramos amigos, somos, acho! Sempre olhei e olho de forma especial para ti, e gostava mais de ti porque ao saberes não te afastaste, e gostava de ti porque fazias tudo muito mais bonito, tudo muito mais simples, era mais feliz. Fazias-me feliz porque estavas ao pé de mim, ás vezes estavas, mas bastava.
   Eras simples, bonita (és), serena, alguém que se aprecia, não eras as perfeição, eras perfeita, não eras daquelas raparigas que mudavam radicalmente por um capricho, eras inteligente e assim sabias ser e sabias o que fazer, seguir, sabias ser independente (assim enganei-me eu).
   Agora tenho tentado aceitar o teu novo eu, ou seja, tenho andado a enganar-me. Não aguento mais, não consigo ser alguém que não gosto de ser para ter algo que eu vi nunca acontecer. Sou teimoso porque gosto imensamente de ti, e se ainda tento estar lá para ti é porque me importo contigo, mas está a ficar pior, já não queres saber, sinto-me a ficar para um canto, sinto que não queres saber de mim porque já não sou como tu, pois bem também nunca o serei.
  Agora és senhora de ti, eu já não estou lá porque não queres, já não sou como o teu novo grupo de amigos,  não fumo, não saio muitas vezes, não me aventuro... Não sei se é assim, mas é o que parece e o que fazes parecer, e penso que é por isso que estás a fazer com que eu desapareça.
  Não somos, não seremos o que já fomos, pelo que me estou a aperceber. Eu ficarei bem, acho.
  Tenho saudades da antiga, essa era a derradeira era a mil vezes melhor do que a de agora, e não, não está melhor agora do que estavas antes e sou eu que digo isso, eu, aquele que gostou mais de ti do que tu possas imaginar, eu, aquele que numa desistiu de ti, eu, que ainda aqui contínuo feito estúpido, mas ainda aqui estou, e tu deixaste de me ver.
   Mas tudo está perdido, por agora, para mim!

Para a mais Bem Aventurada

  Querida professora de Português, tenho algo que lhe gostaria de perguntar, sei que tem conhecimento de blogs criados por alunos seus, tal como o gijo, o j.p e eu próprio, e também sei, que nesses blogs exprimimos os nossos sentimentos, as nossas angustias, as nossas duvidas, etc. Todos nós em determinados textos exprimimos um sentimento muito conhecido e muito caprichoso, conhecido como, amor, e a minha pergunta é, depois de ler esses textos como nos vê? como se sente?
  Eu aposto que você em muitos dos nossos textos ri-se, intriga-se, estupefacta-se com os nossos problemas e estupidez, e pergunta-se porque raio temos estes problemas, não estou certo?
  Bem, eu próprio sinto o mesmo, não sei para quê, tanta preocupação, e tanto mal estar, mas sei que mais tarde ao mais cedo serei apanhado na mesma rede, mas tentarei ser inteligente!
  E isto tudo levou-me a outra pergunta que lhe gostaria de colocar, mas, devido a vários factores, na minha cabeça não parece eticamente correto, mas aqui vai, querida professora que eu estimo tanto, porque nunca nos deu uma palavra de amigo sobre os nossos problemas? (isto falando a meu ver)
  Espero que não se sinta mal com a minha pergunta, continuo a gostar imensamente de si.
  Com um beijo, Ricardo.