segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os dois pontos de vista de uma rapariga que nem sequer se chama Laura!

  Ela sabia que ele existia, ela e todas as raparigas da escola.
  Ele era o mais bonito, o mais simpático, o mais atraente, e, para delírio de todas, não tinha namorada. Ele não sabia que ela existia.
  Ela era... simples... especial... bem, para dizer a verdade, ela era feia que nem um abutre, uma vaca deformada, doía só de olhar, mas bem, é assim a vida, ninguém é perfeito, nomeadamente ela!
  Num dia perfeito de verão, enquanto ela passeava pelo jardim, reparou que ele vinha na sua direção, fixado nos seus olhos. Ela corou mas continuou caminhando na direção dele, e a cada passo que dava o seu coração palpitava cada vez mais.
  Ao cruzarem-se ele abordou-a, e, de uma forma afetuosa com um sorriso meigo no rosto disse:
   -Olá...
  Ela, num enorme esforço, com coração na boca e muito envergonhada disse baixinho:
   -Olá.
  Houve um momento de silêncio enquanto os dois cruzavam olhares, até que ele disse:
   - Olha, era só para dizer que és estrábica! Xau Laura!





terça-feira, 10 de maio de 2016

Um dos tormentos de um senhor

 Vou falar sobre uma outra rapariga, que no seu jeito é bela e enigmática.
 Eu não a conheço, mas ao longe tento percebê-la.
 Mas no fundo isso não interessa, porque eu fico sempre parado e nada faço. Não arrisco, tenho medo. E assim passam dias, semanas, messes, anos... Habituei-me e já não conheço outra maneira de estar.
Alegre, padeço!